António Bizarro - 27 Setembro 2017

Quando alguém desaparece fica o vazio do estar.

É importante escrever, para que a nossa história musical não fique mais pobre.

Escrever sem sabedoria é sempre pobre.

Fica o desafio para quem sabe mais e quer partilhar com quem sabe menos.

O que é que eu sei sobre o Tó Mané (António Bizarro)?

Amigo de há 40 anos e meu Professor de Viola. Almoçamos juntos centenas de vezes.

Deu-me apoio ao programa da Rádio Comercial (Flauta de Pã) oferecendo uma Flauta de bisel a quem escrevesse para o programa. Recebeu centenas de milhares de cartas. O carteiro odiava-o pelo peso do correio.

Nos CRAQS da Charneca da Caparica dei-lhe uma ajuda na Escola de Fado (com aprendizagem de Viola de Fado e Guitarra Portuguesa). Criou também uma Escola de Cavaquinho.

Mas será ou não de perpetuar a sua imagem? Agora que é fácil escrever no futuro. Quando desaparecemos, onde moram os amigos e a família?

 

Quando ficamos assim... onde param os amigos e os familiares.

Será sina ou maneira de estar de quem é egoísta? Que vamos para velhos... todos sabemos. Que ninguém fica cá para conserva... é uma verdade crua, que ninguém quer saber.

Mas duma certeza todos estamos certos. Mais cedo ou mais tarde todos partimos sem levar nada dentro do sarcófago. Então para quê tanta inveja e ganância de ter? 

Porquê vender "o estar" do Bizarro por dinheiro? Não sou Juiz da Vida, fica o sentimento da troca: vale a pena?

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Para os amigos e familiares escreverem um pouco mais sobre - António Bizarro